sexta-feira, 5 de novembro de 2010

***

As palavras caem de tua boca
e formam estranhos desenhos no papel.
Revisito teu olhar
e ouço algo que se perde
entre um ontem
e o nosso tempo de estar.

Procuro palavras,
mas elas estão soterradas
em meio à escuridão
que chega nesta manhã
e nos faz pensar que
o hoje é ontem
e o amanhã uma incerteza
interposta entre nossas expectativas.

05/11/2010

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