domingo, 28 de novembro de 2010

***

No papel em branco,
vou desenhando teu silêncio.
Ao meu lado,
na folha multicolorida
de um passado remoto,
tua voz acaricia meu corpo.

Certo que a voz que me chega
não é voz,
mas roçar de palavras
sobre a pele;
carícias ousadas
sobre as palavras;
beijos no vento
que chega com teu cheiro;
êxtase que nos confunde
em meio à escuridão
de nós mesmos.

25/11/2010

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